quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Origem de Lisboa



A ORIGEM DO NOME LISBOA

A designação primitiva de olissipo é reconhecida, por conclusões recentes, ser de raiz grega e deriva do nome de Ulisses, o famoso rei de Ítaca, astuto triunfador, fundador de uma pequena feitoria. Assim, parece aceitar-se melhor o suporte da corrente que,  busca a origem do vocábulo em Elasippos (condutor de cavalos)e provinda do termo helénico Elasipon (nome de um semideus que figura na história da Atlântida).

LISBOA
A primeira grande oportunidade para Olissípo – denominação pré-romana do povoado – surge com a chegada dos colonizadores do Lácio, no decurso do século II a.c., que aproveitando-se da herança grega e fenícia, transformaram-no numa importante urbe, ocupando toda a encosta sul da colina do castelo até às margens do rio. A sobreposição geográfica de Lisboa, sujeita a terramotos e a incúria têm apagado os vestígios da cidade romana. O seu esplendor é retratado, após o terramoto de 1755 por lápides e peças arquitetonicas. Da Olissibona visigótica, que não há relatos e apenas foram achados em velhos templos ou soterrados em fundações de prédios antigos vestígios do período bárbaro da cidade.  
Com a reconquista de Lisboa aos Mouros em 1147, levantam-se os primeiros templos cristãos, muitas vezes com a descoberta de materiais das antigas mesquitas que posteriormente se vão transformar em sedes de paróquias – Sé, S. Crispim, e S. Crispiano , Santa Justa e Rufina, Santos Martires, S. Miguel do Castelo e outras – e constroem-se importantes templos da Nossa Senhora dos Martires e de S. Vicente.

Com a transferência da capital para Lisboa, no reinado de D. Afonso III, século XIII, e a introdução e florescimento da arte gótica, a cidade vai-se enriquecendo com mais alguns notáveis monumentos tais como o Convento de S. Domingos, Convento de S. Francisco e Convento de Santa Clara entre outros ao mesmo que se edificam os primeiros Paços, entre eles o Paço da Alcáçova junto ao Castelo.
Com o desenvolvimento urbanistico e a chegada das especiarias do Oriente a cidade fica mais rica com importantes edifícios.
A cidade manuelina onde dominavam as acanhadas habitações medievais foi substituida por espaçosas residências fidalgas edificadas no novo estilo reformista. Remodelam-se e são reerguidos numerosos palácios citadinos e reformam-se e ampliam-se os edifícios religiosos. Na primeira metade do século XVIII o estilo decorativo foi enriquecido com a substituíção do arquitétónico pelo ornamental com especial relevância para os ouros das talhas e os revestimentos de azulejos.
Sobre os escombros deixados pelo terramoto de 1755 a capital é reconstruída – Lisboa Pombalina – uma nova concepção urbanística, a mais até então a quem se deve pela visão arrojada do Marquês de Pombal, ministro de D. José.
Para a descrição dos tesouros artísticos de Lisboa, adopta-se como base topográfica a divisão da cidade por bairros, sendo o critério mais significativo da capital.
 



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